segunda-feira, março 20, 2006

Um olhar sobre Lisboa...

(foto by me - tá gira?)

(uma escapadela ao regime de estudo pra testes....é impossivel resistir à imaginação....)

Doce Lisboa! À beira de água...
Minha amada casa sobre o Tejo
Espelho da vida presente
E da que se escreveu sobre tuas pedras.

Terna mãe, que embalas teus filhos
Em sete berços de dura pedra
Contas-lhes estórias de feitos heróicos
Que a história escreveu em ti.

És senhora dos reis, príncipes...
Mas amada por vagabundos
Que vagueiam com roupas coçadas
E um molho de folhas por companhia...

Conversas imaginadas, feitos inventados...
Amigos? A imaginação, um copo de tinto
E tu, Lisboa, casa de poetas, pensadores....

15 Comments:

At março 21, 2006 12:15 da manhã, Blogger Isabel José António divagou...

Está uma maravilha a fotografia (no estilo de algumas que também gosto de fazer, de Lisboa!) e o poema também! Parabéns...

Quando quiser, venha visitar-nos de novo...

 
At março 21, 2006 4:56 da tarde, Blogger Cakau divagou...

A foto está girissima e o texto também :) Vamos a um passeio? Beijinhos *

 
At março 22, 2006 2:10 da tarde, Blogger Jorge Moreira divagou...

Bela e doce Lisboa!
Beijinhos,

 
At março 22, 2006 6:30 da tarde, Blogger zé das loas divagou...

escapadela por uma boa causa: a poesia! gostei muito de ler...

beijos

 
At março 22, 2006 6:59 da tarde, Blogger antonior divagou...

Olá Susaninha!

A minha vida "caostidiana" impede-me de vir regularmente à blogosfera, mas agora estou a tentar arranjar um espaço para fazer um post e vir visitar os amigos.

Pois, emociono-me sempre com o que escreves....
A tua fotografia de Lisboa (que também amo, também é minha mãe) está óptima....também a costumo fotografar!

Gostava de ter respostas para as tuas perguntas, mas as respostas para as grandes perguntas, já o velho Dylan dizia há 40 anos atrás, vão voando com o vento.
"the answer my friend, is blowin' in the wind...."

Beijinhos

 
At março 23, 2006 10:20 da manhã, Blogger O Micróbio II divagou...

O Micróbio fez anos!... :-)

 
At março 25, 2006 8:56 da manhã, Blogger Isabel José António divagou...

Parabéns pelo poema. Em sua homenagem uma "quadrinha":

Lisboa cidade encantada
Tens do Sol o brilho intenso
Tens a magia duma linda fada
Quando em ti me revejo e penso

Um beijinho

José António

 
At março 25, 2006 4:36 da tarde, Blogger Castor (moi-je...ehe, ehe) divagou...

Outra quadra para a Pastorinha:

Quando penso em Lisboa
fico com um penso nos queixos.
Mordido por uma leoa,
acabo por entrar nos eixos...

ehe,ehe,ehe.... CHUAC e BFS!

 
At março 27, 2006 2:27 da tarde, Blogger ana sofia divagou...

Lisboa, casa de poetas, pensadores... e de 2 primas k nunca irão deixar de se falar.

Bj duma outra amante desta bela cidade

 
At março 28, 2006 5:12 da tarde, Blogger Daniel Aladiah divagou...

Querida Susana
Há sempre mais questões do que respostas e também gosto de Lisboa.
Um beijo
Daniel

 
At março 31, 2006 11:15 da manhã, Blogger nessy divagou...

parabéns pelo blog ;)

 
At março 31, 2006 10:12 da tarde, Blogger menina graça divagou...

Lisboa é um manancial inesgotável de inspiração. E a tua foto está muito gira, mesmo! :)

 
At abril 01, 2006 7:25 da tarde, Blogger GNM divagou...

Deixo-te um sorriso e
outra visão de Lisboa.


PEDRAS FRIAS

Silêncio oco. Apenas o crepitar da lenha na lareira.
As pálpebras tornam-se pedra. Aconchego-me no divã,
Mantendo os olhos fixos nos vidros da janela soalheira,
Onde observo o hoje, igual ao ontem, igual ao amanhã.

Um formigueiro (serão pessoas?) circula sem sentido,
Desfila pelas ruas em busca da prometida felicidade!
Felicidade! De todos, és tu o vocábulo mais pervertido,
Não existes, mas fazes crer o contrário. Vil maldade.

Jaz uma estátua ridícula, bem no centro desta rua,
Ditadorzito outrora, hoje pousa-pombos empedrado,
De olhar fixo num outdoor com uma mulher seminua
Que exibe nas mãos um pequeno telemóvel prateado.

Com cabelo cor-de-trigo, camisa branca e gravata,
Desfilam dois jovens profetas, detentores da verdade,
Dizem ter respostas para esta angustia que me mata,
No primeiro livro de anedotas da história da humanidade.

Só eu é que não encontro em livros resposta nenhuma!
Uiva um vendaval de “perguntas pueris” dentro de mim.
Vinte seis anos de dúvidas! E certeza, se tenho alguma,
É que sei tanto agora como sabia no primeiro dia do fim.

 
At abril 04, 2006 10:19 da tarde, Anonymous o encoberto divagou...

nunca me cansarei de dizer que escreves muito bem, mas lanço-te um desafio que lançei a mim mesmo: tornar a poesia em forma, isto é, dar rima e ritmo, com apenas um pouco de rima este poema poderia ser um fado!

 
At abril 28, 2006 9:57 da manhã, Blogger Bikoka divagou...

Sim a foto está bem bonita.
Um abraço,
Bikoka Frita

 

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