segunda-feira, novembro 28, 2005

Quadro



(uma verdade estúpida, insensível....ai Filosofia em k é k me andas a pôr a pensar...)

Uma pincelada de branco
Cerdas percorrendo o céu
Criam o sonho no mundo azul
Branco puro, diferente.

Nasce uma pomba, animal frágil
No meio do quadro incompleto
O Pintor acrescenta-lhe um sol
Que ilumina o frágil ser

Traz qualquer coisa no bico
A pomba, uma pincelada de verde
Ah sim, um ramo de aveleira
Símbolo de pureza, a magnifica graça

Mas o pintor solta uma lágrima
Custa-lhe pintar a verdade
Entre trémulas pinceladas
Surge algo na folhagem rasteira

Algo verde ergue-se na erva
Surge uma arma, um caçador
Este dispara uma só vez
A pomba cai, morre.

2 Comments:

At novembro 28, 2005 4:16 da tarde, Anonymous castor divagou...

O que nasce harmonioso e inocente tende, com a intervenção do homem, a conhecer duras e intempestivas realidades de vida. Um poema muito triste mas, infelizmente, muito real.

 
At novembro 28, 2005 10:56 da tarde, Blogger Netfilomania divagou...

Lindo! Muito bom!

 

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